Receitas de sucesso

  

Esta semana recebi em minha sala dois alunos, futuros servidores públicos que aguardam apenas a nomeação para tomarem posse no cargo para o qual foram aprovados. Eles vieram agradecer aos professores do Gran Cursos, e particularmente a este professor-empreendedor, as aulas e toda a estrutura oferecida, que consideram ter contribuído para a aprovação e classificação nos concursos do TCU e da PF – carreiras que, diga-se de passagem, conferem a seus titulares, além de boa remuneração e muitos benefícios, status e poder.
 
Os dois externaram sua alegria por estarem prestes a realizar o sonho do ingresso nas carreiras que por anos almejaram e para cuja conquista destinaram toda a energia de que dispunham. A felicidade deles era contagiante, e confesso que também fiquei muito orgulhoso por ter colaborado para a realização de mais esse sonho. Ouvi planos para o futuro na carreira pública e aproveitei para perguntar qual havia sido a tática de cada um para obter a aprovação nos primeiros lugares de concursos tão disputados e tão difíceis.
 
O aluno aprovado para a PF relatou que há um ano e meio estudava para o concurso público de Agente – só se interessava por essa carreira. Sua estratégia foi matricular-se em um curso preparatório regular, onde buscava dicas dos experientes professores e uma visão interdisciplinar das matérias. Paralelamente, adquiriu cadernos de provas da banca examinadora responsável pelo concurso e passou a dedicar de duas a três horas por dia à resolução das questões. Segundo seus cálculos, ao longo da preparação resolveu mais de cinco mil exercícios relativos às disciplinas do concurso e no estilo da banca. O futuro policial federal me confessou, contudo, que demorou muito tempo para descobrir que não tinha um método de estudo muito eficaz, que não era dos concurseiros mais organizados. Quando se deu conta disso, decidiu tentar o estudo em grupo, estratégia que considerou muito importante para a cobiçada aprovação entre os primeiros lugares.
 
Nosso talentoso aluno também inovou na estratégia para a aprovação quando criou um ciclo de estudos de cem dias, distribuídos conforme o peso da matéria. Por exemplo, se a pontuação em um disciplina correspondia a 15% da nota final do concurso, o candidato dedicava a ela quinze dias de intenso estudo. Além disso, depois de ler sobre o assunto e de elaborar resumos, resolvia exercícios de provas anteriores para fixar o conteúdo das matérias e com isso ganhar segurança e autoconfiança. De quebra, nesse processo, revia as metas predefinidas e avaliava a eficiência do método adotado. Por fim, treinou muito a fim de administrar bem o tempo da prova.
 
Por sua vez, a aluna aprovada para o TCU, formada em Psicologia, precisou estabelecer rotina mais dura com metas de médio prazo, pois brigaria por uma vaga no mais disputado dos concursos estudando conteúdo que nunca imaginara existir. Iniciara a vida de concurseira se preparando para as seleções exclusivamente em sua área de formação. Foi perda de tempo, pois não havia material, não existia curso preparatório específico, tampouco concursos regulares para psicólogos. Foi, então, apresentada ao TCU. Apaixonou-se e começou o namoro. Criou uma rotina rígida de estudo que a obrigou a largar o consultório, a se dedicar menos à família, aos amigos e ao namorado, e a esquecer os fins de semana e os feriados. Matriculou-se em um curso específico e comprou livros recomendados por colegas. Também frequentou aulas de português e redação, pois precisava aprender a forma de um parecer e de uma dissertação – afinal, a prova discursiva era fase importante do certame.
 
Comprometeu-se a escrever uma redação por semana, ao mesmo tempo que lia diversos textos técnicos a respeito do TCU. Estudou toda a teoria com base no edital anterior e, uma vez por semana, dedicava-se ao estudo em grupo. Os colegas, todos focados no TCU, selecionavam questões de cada uma das disciplinas cobradas e as repassavam aos demais membros do grupo. Assim, montavam um simulado semanal. Perguntei qual fora seu maior erro. Sem pensar muito, ela me respondeu que haviam sido as inúmeras desistências – os tais começar-e-parar, retomar-e-parar novamente. Acrescentou que a estratégia de priorizar algumas matérias e negligenciar outras menos importantes foi mais uma falha. Hoje ela tem certeza de que, para ser aprovado em concurso público, deve-se dar igual atenção a todas as disciplinas e vencer todo o conteúdo do edital.
 
Enfim, não importa o concurso; nas receitas de sucesso sempre entram os seguintes ingredientes: determinação, conhecimento da banca, orientação dos mestres, seleção de material adequado, opção pelos cursos certos, resolução de muitas provas anteriores, estudo individual e em grupo – com organização, compromisso e assiduidade – confiança em si mesmo e fé em DEUS.
J. W. GRANJEIRO
Diretor-Presidente do Gran Cursos
http://twitter.com/JWGranjeiro