Dando continuidade à mensagem sobre a importância da preparação para o sucesso nos concursos públicos, gostaria de insistir em um ponto: a disposição que o concurseiro tem para estudar e se preparar para um concurso precisa ser maior do que a vontade de passar e de se classificar dentro do número de vagas previsto no edital. Só assim os resultados esperados tornar-se-ão realidade. Um plano meticuloso, bem orientado e, principalmente, bem executado é o método mais certeiro para garantir o sucesso. Saiba que não existem atalhos milagrosos para uma aprovação rápida. Somente com preparação intensa se descobre o caminho mais curto para os resultados práticos, ou seja, a vaga na carreira pública.
Eu, por exemplo, que fui aprovado em oito concursos públicos – tendo conquistado inclusive um primeiro lugar –, me preparava tanto e tão bem quanto podia. O resultado era a convicção de que ninguém fizera mais do que eu. Então, ia para a prova com aquele senso de dever cumprido. Sentia que merecia a vaga. Estava tão seguro disso que acabei por conquistá-la mesmo, e exerci a carreira pública com dignidade e paixão. Venci candidatos muito mais talentosos e inteligentes, mas que haviam estudado com menos intensidade e vontade do que eu. Tanto que os superei com folga, graças à minha habitual e treinada disciplina.
Sempre conheci muito bem minhas limitações. E elas eram muitas, e bastante concretas. Quanto ao grau de conhecimento, eu estava muito aquém dos outros concurseiros: estudara a vida toda em escolas públicas, notoriamente mais fracas. Os recursos materiais eram escassos: contava apenas com livros e apostilas emprestados e estudava em locais improvisados, desprovidos de qualquer conforto. As finanças, então, não ajudavam em nada: pagara com dificuldade o curso preparatório e, para frequentar as aulas, fui obrigado a escolher entre lanchar ou pagar a passagem de volta para casa. Mas as limitações estavam lá para ser superadas. E o fiz graças a muita disciplina, que a meu ver era a ponte que me levaria à realização do sonho de ter o governo como patrão. Estava certo.
Acredito que as pessoas com menos talento devem trabalhar mais a perseverança e a obstinação para não recuarem diante de obstáculos e derrotas – como a reprovação em um ou em outro concurso – e, assim, obterem sucesso. Saiba, concurseiro, que a maior decepção que você pode enfrentar não é a reprovação. É, sim, a falta de motivação. É, sim, não ter a obstinação necessária para reconhecer suas falhas e recuperar o fôlego para novas tentativas. E esse fôlego deve se renovar, e se renovar, e se renovar, até a aprovação. Lembre-se: o objetivo final é alcançado quando se estabelecem metas intermediárias sem perder o foco do objetivo maior, que é a aprovação no almejado concurso.
Superação é aprender com o passado, não se conformar com o presente e desafiar constantemente o futuro. Tentar entender os porquês de uma reprovação, assumir a responsabilidade por ela e seguir em frente sem nunca desistir: essa é a melhor maneira de lidar com possíveis, indesejadas e praticamente inevitáveis derrotas. O importante na vida não é apenas iniciar um projeto, mas, sim, persistir nele, até a vitória final.