Os concursos públicos e a crise |
|
Há mais de sessenta dias, uma notícia explodiu nos jornais, na internet e em noticiários da tevê. Era fato: a crise econômica afetaria todos os quatro cantos do mundo. Independentemente de ocidentais, orientais ou mesmo americanos, ninguém escaparia de desabar o penhasco depois da grande queda na economia mundial. O lema era: “Salve-se quem puder”. Não demorou muito e a imprensa começou a apontar os principais alvos: carros ficarão mais caros, financiamentos se tornarão impossíveis, o mercado imobiliário enfrentará queda.
Em meio a tantos maus presságios, eis que se iniciam os ataques. Pelo fato de 2008 ter sido um ano farto para os concurseiros, não seria difícil prever que a tal crise atingiria a publicação de editais. Foi exatamente o que ocorreu. Desde a semana passada, nos jornais locais – e até nos nacionais –, as informações sobre cortes de gastos do governo passando pelos concursos públicos autorizados para 2009 tornaram-se freqüentes nos cadernos de economia.
Porém, eu afirmo: por mais que a crise impulsione o controle dos gastos públicos, os concursos não sofrerão cortes. Pelo menos não por enquanto. Alternativa para enxugar a máquina pública talvez seja a redução de cargos comissionados, e não a suspensão dos certames, que em geral não criam novas vagas, mas apenas repõem o quadro de pessoal.
Entidades como Agência Nacional do Cinema (Ancine) e órgãos como a Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Contas da União (TCU), entre tantos outros, já receberam autorização para realizar concurso. O TCU, por exemplo, assim como o Ministério Público do Trabalho, já estabeleceu o calendário para os certames que substituirão aposentados, falecidos, exonerados e demitidos. O órgão realizará concurso anual para substituir terceirizados e aposentados e preencher até mesmo cargos extintos por decisão judicial ou fruto de nepotismo.
Por mais que o bochicho insista em afirmar que 2009 será um ano de queda nos concursos públicos, reforço a idéia de que este é o melhor momento para intensificar os estudos. No início deste ano, extinta a CPMF, muitos concurseiros se deixaram iludir com a idéia de cortes. Entretanto, como se verificou mais tarde, não foram os certames que sofreram com o fim da contribuição.
Os mais visionários não caíram nessa. Encararam com persistência os livros e as apostilas e dedicaram-se com afinco dia após dia. E conquistaram a aprovação. Em 2008, mais de 70 mil vagas foram oferecidas no serviço público. O próximo ano não será diferente. Somente no Distrito Federal, mais de oito mil cargos estarão disponíveis, com destaque para as áreas de saúde, educação e segurança.
Em nível nacional, os concursos não pararão. O edital da Ancine, que até há pouco tempo estava ameaçado, já não sofre mais dias de angústia. Com a banca definida, em breve a entidade lançará o edital, que oferecerá 55 vagas.
E as oportunidades não param por aí: Polícia Federal, Ibama, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Detran, Receita Federal, Banco Central, Ministério das Relações Exteriores, INSS, Secretaria de Fazenda do DF (Auditor), Secretaria de Gestão do DF (Gestor), Metrô, Polícia Civil do DF (Agente), TJDFT, Depen e tantos outros entes escolheram 2009 para recrutar novos servidores.
A expectativa é de que mais de 60 mil vagas sejam abertas no próximo ano, somente na esfera federal. Mas lembre-se: todo bom candidato precisa de algum tempo de maturação para ser aprovado e classificado. Conquistar a carreira dos sonhos e ter estabilidade exige abdicação, determinação, muita perseverança... e tempo na fila. Não esmoreça. Aproveite o momento e estude! Só alcança o pódio aquele que muito treina sem desanimar.
Professor Granjeiro
Diretor-Presidente do grupo Grancursos