Educação como garantia de futuro


A educação é um dos bens mais nobres que alguém pode adquirir. É algo que se torna parte do indivíduo, que passa a constituí-lo, promovendo nele transformação e emancipação ideológica. E a nobreza que lhe é característica não se restringe apenas ao sujeito; estende-se à sociedade em que ele vive. Não é à toa que as nações mais desenvolvidas são aquelas que também apresentam os maiores índices de educação, reflexo dos altos investimentos na área. É uma pena que países como o nosso Brasil, na maioria emergentes ou subdesenvolvidos, deixem de seguir esse exemplo e, sobretudo, não reconheçam a importância de garantir esse direito básico de todo ser humano.

Quando de qualidade, a educação de fato promove um futuro próspero e brilhante. Soa clichê, mas, convenhamos, não é. Eu mesmo sou um exemplo vivo disso. Quem já leu ou ouviu o relato da minha vida tem noção do meu passado de luta e de dificuldades no nordeste. Tudo levava a crer que eu seguiria trajetória similar à de tantas gerações na família. Mas minha força de vontade e minha determinação me levaram a reinventar minha história e batalhar por uma boa formação educacional. Deu certo. Aos poucos, a cada degrau de formação que eu escalava, novas oportunidades surgiam. Assim fui crescendo, até tornar-me o empresário que sou hoje.

Não foi nada fácil. Os entraves se multiplicaram em meu caminho. Todos sabem que as políticas de incentivo à educação no Brasil são escassas. Aliás, na teoria nem tanto, mas na prática essa realidade chega a ser desestimulante, tanto para os estudantes como para os empresários do ramo. Eu vivi ¬– e ainda vivo, em parte – essas duas faces do problema. Para o estudante, ter acesso a uma educação de qualidade custa caro, muito caro. Que o digam os pais! A escola pública decepciona e deixa muito a desejar. E o pensamento de que mais importa a quantidade que a qualidade em nada favorece o desenvolvimento do ensino: não adianta oferecer muitas escolas se é baixo o nível de aprendizado dos alunos. Já o empresário do ramo de educação tem de ser muito engajado e preocupado com os índices sociais do país para não desistir de vez. Afinal, o ônus desse setor – entre tributos e impostos – é dos mais altos. A área é realmente desvalorizada, e fatores como esses só tendem a desmotivar o empresário do ramo que pretenda investir maciçamente em educação, oferecendo profissionais especializados e material didático adequado.

Como garantir, então, acesso democrático à educação? Certamente não com a política que o Brasil adota há anos. Há de se prezar, sobretudo, por uma educação eficaz. Vemos que, em países como os Estados Unidos, diversos são os benefícios fiscais em prol das instituições de ensino. No Brasil, a situação é bem diversa. Mas o que será do nosso futuro se é precisamente a educação, escassa na terra tupiniquim, que deveria garanti-lo? Talvez pelo fato de a educação despertar o senso crítico e a reflexão em cada um de nós ela seja tão negligenciada. Mas vamos perseverar. Alienemo-nos à educação para escaparmos da alienação política deste país.

 

J. W. GRANJEIRO
Diretor-Presidente da holding Gran Cursos

www.professorgranjeiro.com



 



 

 

Professor Granjeiro
Diretor-Presidente do grupo Grancursos