Mulher, personificação da força

Professor Granjeiro, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, com as colaboradoras do Grancursos

 



Professor Granjeiro e sua amada esposa, Ivonete Granjeiro Granjeiro e sua querida mãe, Maria Raimunda

Comemoramos, no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, data instituída em 1910 em homenagem às 129 operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque que morreram queimadas durante brutal repressão policial à greve em que elas exigiam condições dignas de trabalho, com diminuição da jornada – que na época era de 16 horas – e salários iguais aos dos homens – elas ganhavam um terço do que era pago a eles pela execução de mesma tarefa.

A data demorou 53 anos para ser criada pela comunidade internacional – o trágico episódio que lhe deu origem acontecera em 1857 – e só foi oficializada em 1975, pela ONU, entidade que congregou a comunidade de nações no Pós-Guerra. Fiz questão de lembrar as origens da data porque, ao longo de todos esses anos, mais de um século e meio depois, a situação mudou muito, e para melhor, na grande maioria dos países. No Brasil, especialmente, há grandes avanços, embora muito ainda possa ser melhorado.

Um exemplo: até hoje, em 120 anos de República, jamais tivemos uma mulher na Presidência do País, cargo que até hoje parece reservado aos homens, embora a Constituição não faça nenhuma restrição nesse sentido. Já tivemos – e temos – Governadoras e Prefeitas, embora elas ainda sejam minoria em relação ao contingente masculino. Já a presença de mulheres nos Ministérios, no Parlamento (Senado, Câmara, Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores) e no Judiciário se tornou comum. Aliás, possivelmente concorrerá à Presidência da República no ano que vem uma mulher, Dilma Rousseff, que por sinal é uma fortíssima candidata.

De minha parte, devo confessar que considero a ascensão feminina maravilhosa e procuro, dentro de minhas possibilidades, estimulá-la o máximo possível. Aqui no Grancursos, por exemplo, 70% dos colaboradores são mulheres, o que inclui a maioria absoluta dos cargos de coordenação da empresa. Atribuo ao trabalho delas a crescente melhora do padrão de serviços que oferecemos e penso que isso se deve a atributos notoriamente femininos, como a capacidade de organização, a perseverança e o alto grau de exigência, e, ainda, uma faculdade que ainda não consegui desenvolver, mas espero possuir algum dia: a capacidade de fazer três coisas ao mesmo tempo, e com perfeição.

São essas qualidades que levam a mulher a optar pelo serviço público e a enfrentar a maratona dos concursos em número cada vez maior. A quantidade de concurseiras já superou a de candidatos homens na maioria das seleções para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário dos últimos anos. Outro dado ilustrativo: atualmente, do total de alunos que estudam no Grancursos, 55% são do sexo feminino. Creio que isso se deva, em grande parte, à percepção de que o concurso público é o processo mais isonômico, pois não faz discriminação de sexo, idade, aparência, etc. As mulheres já notaram que, ao ingressar em um cargo público, superam a discriminação de gênero que ainda existe na maioria dos empregos da iniciativa privada e que se reflete, por exemplo, nos salários.

De acordo com as estatísticas de que dispomos, são os cargos do Judiciário que mais atraem o interesse feminino, seguidos das vagas no Legislativo. A razão está nas muitas vantagens que os órgãos desses Poderes oferecem a quem busca um emprego tranqüilo, seguro, com grandes possibilidades de ascensão funcional e, muitas vezes, perto de casa, o que facilita a manutenção da vida familiar, principalmente o convívio com os filhos.

Acho que por admirar e compreender bem os sentimentos e os dons femininos sempre tive bom relacionamento com as mulheres, tanto no plano pessoal como no profissional. Neste dia, com tanta justiça dedicada a elas, não posso deixar de mencionar as duas mulheres mais importantes de minha vida: minha mãe, Maria Raimunda, que me deu a vida e o exemplo de seu amor ao próximo, de sua paciência, de sua liderança, de sua honestidade e de sua fé em DEUS; e minha esposa Ivonete, meu amor, minha parceira, minha companheira e corresponsável por tudo de bom que tem acontecido comigo desde o dia em que nos conhecemos.

A essas maravilhosas mulheres que preenchem minha existência e me tornam um homem mais feliz, e a todas as outras mães, esposas, filhas e namoradas, envio meus parabéns pelo seu Dia, data especial que elas tanto fazem por merecer.




 

 

Professor GRANJEIRO
Diretor Presidente do Grupo Grancursos