Sou testemunha de inúmeras histórias de aprovação e de reprovação em concurso público. Em meus textos, já sugeri maneiras de manter a motivação, já ensinei como estabelecer metas, já expliquei como se preparar bem para a prova. Também já enfatizei a importância da preparação com antecedência, da busca pela orientação de grandes mestres, da preferência por bom material didático. São elementos que fazem a diferença quando somados ao enorme desejo de aprovação e à rotina diária de estudo.
Desta vez, quero falar sobre a importância do curso presencial. É bem nítida a diferença entre o concurseiro que frequenta e o que não frequenta uma escola preparatória. O concurseiro que vai às aulas diariamente adapta-se com mais facilidade à rotina de estudos, a qual, para muitos, representa um desafio. Já entre os autodidatas, é difícil encontrar disciplina e constância. Pequenos empecilhos surgem e se transformam em um dia, uma semana ou um mês a menos de estudo. Vêm os problemas de relacionamento, as noites mal dormidas, as dores de cabeça, as festas não previstas e inadiáveis, outros eventos inesperados... tudo que prejudica a rotina de estudos.
A importância do curso preparatório vai além do que se imagina. A primeira vantagem dele é que os professores, experientes em sua área de atuação, orientam os alunos com ênfase nos conteúdos mais abordados nas provas, poupando tempo e direcionando o estudo ao que de fato interessa. A segunda é o uso de recursos audiovisuais, muito mais agradáveis do que a leitura solitária do concurseiro que estuda em casa. Além disso, nos cursos, a aprendizagem é consolidada graças à resolução de exercícios em sala de aula, reconhecidamente a melhor maneira de fixar e maximizar o aprendizado. E não se pode deixar de mencionar o aspecto lúdico do estudo nas escolas preparatórias: alguns professores dão aulas comparadas a verdadeiras interpretações cênicas. Criam processos mnemônicos que facilitam a memorização e fazem ligações lógicas e divertidas que tornam o aprendizado mais fluido e prazeroso.
São muitos os relatos que ouço de concurseiros desanimados, que estudaram para uma prova e fizeram curso preparatório, mas veio a reprovação, a desmotivação, a depressão, o desânimo para dar continuidade aos estudos. Acredito que o papel da escola preparatória torna-se ainda mais crucial em momentos como esse, na medida em que ela disciplina os encontros e pauta os estudos diários. Os cursos motivam os alunos com aulas dinâmicas, com exemplos de ex-alunos bem-sucedidos, com palavras reconfortantes de professores que já estiveram na posição de concurseiros e, persistentes, alcançaram o posto de servidor público.
Compartilhar vivências e sentir-se compreendido é fundamental para o concurseiro. Assim, o ritual que é a vida do concurseiro completa-se na convivência com os colegas de turma. Eles trocam ideias, dividem angústias, compartilham pensamentos. Apoiam-se mutuamente, criam grupos de estudo e cobram a frequência uns dos outros, de maneira recíproca e natural. Criam vínculos, laços de afeto, necessários para quem, em geral, está com a auto-estima em baixa em decorrência do desemprego, da pressão familiar ou da insatisfação com o salário.
O ambiente da escola preparatória ainda promove a interação entre os concurseiros e os professores. Na escola, os alunos perdem menos tempo com cochilos, lanches, televisão, internet e outras tantas atividades que seduzem no ambiente doméstico. As instalações dos cursos preparatórias são planejadas para estimular a concentração e o estudo. A construção do espaço físico já é arquitetada com base nas necessidades dos concurseiros. No ambiente escolar, cria-se um espírito competitivo e saudável entre os estudantes, que os insere no clima da maratona que é a realidade dos concursos.
Os bons índices de aprovação entre egressos de escolas preparatórias são a prova de que é mesmo vantajoso se preparar em cursos presenciais. No Gran Cursos, os índices de aprovação oscilam entre 50% e 100%. No último concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF), 50% das vagas ofertadas foram preenchidas pelos alunos que estudaram em nossa escola. No concurso do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os aprovados somaram 60% dos alunos da nossa escola. Nas seleções para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), para os Tribunais Regionais Federais (TRFs) e para o cargo de auditor fiscal da Receita Federal e na prova para a Ordem do Advogados do Brasil (OAB), as estatísticas foram ainda melhores: respectivamente, 70%, 80%, 90% e 100% de aprovados entre ex-alunos. Estamos diante de números reais e esclarecedores.
Para ser aprovado em concurso público, é preciso viver a preparação intensamente. É preciso “respirar” concurso, estar inserido no contexto de concurseiro, programar o cérebro para a realização do grande sonho de ter o governo como patrão. Os cursos presenciais são mais um facilitador das rotinas de estudo e da inclusão do nome do concurseiro na lista de aprovados.