Direito à educação


O direito à educação está diretamente ligado ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, mas, infelizmente, ainda é desrespeitado. Para assegurar esse direito de todos, são necessários mais investimentos públicos em educação. Também é preciso haver mais valorização do trabalho docente e maior participação dos pais dos estudantes, além de garantia de melhores condições de vida para as famílias. Todos esses elementos contribuem para a democratização do ensino e evitam a evasão escolar, problema que grita por solução.


Relatório do Unicef divulgado em junho revela que, infelizmente, mais de 680 mil crianças brasileiras com idade entre 7 e 14 anos estão fora da escola. É mais do que a população do Suriname. Não se pode esquecer que a preocupação com o futuro de um país começa pelo investimento em educação.

Segundo o relatório do Unicef, há relação direta entre a quantidade de anos de estudo e o acesso a melhores oportunidades de renda e de vida. Outro estudo, de 2006, realizado pelo Instituto Futuro Brasil, ratifica: quem estuda mais ganha mais. Um trabalhador com ensino fundamental completo recebe salário em média três vezes maior do que o de um analfabeto. O salário de quem tem ensino médio completo é seis vezes maior do que o de quem não frequentou a escola. Os graduados ganham quase doze vezes mais. E quem tem mestrado, dezesseis vezes mais.

Ampliar a escolaridade média no país é uma das soluções para a educação e, consequentemente, para tantos problemas sociais. Segundo dados do Banco Mundial, nos países desenvolvidos a escolaridade obrigatória varia de dez a doze anos e deve ser completada no ensino médio. Em alguns países, como Alemanha e Holanda, chega a treze anos. No Brasil, recentemente a média foi ampliada de oito para nove anos. Mas ainda é muito pouco.

A economia brasileira vai crescer a partir do momento em que o País começar a investir em educação e qualificação profissional. Essa é a preocupação que norteia o trabalho que nós, educadores, realizamos diariamente em busca de um ensino de qualidade. As escolas preparatórias formam muito mais do que pessoas aptas a concursos públicos. Elas formam cidadãos, que saem da sala de aula com valores éticos e morais. É assim que queremos inseri-los no serviço público. Porque é isso que nossa sociedade merece.

 

J. W. GRANJEIRO
Diretor-Presidente da holding Gran Cursos

www.professorgranjeiro.com



 



 

 

Professor Granjeiro
Diretor-Presidente do grupo Grancursos